Roman Ostrov
Eu saí do galpão com o gosto metálico da raiva ainda preso à minha língua, cada passo pesado, como se o chão estivesse tentando me puxar para baixo, para longe da realidade. O silêncio do armazém parecia ecoar dentro de mim, mas por fora, o mundo continuava. Dmitry estava encostado no carro, esperando, sua postura rígida, sempre atento.
Quando entrei no carro, o cheiro de sangue fresco e pólvora ainda impregnava minhas roupas. Ele percebeu imediatamente, mas não fez perguntas.