O calor dela contra o meu corpo é um bálsamo, uma âncora que me prende ao presente. Ana Clara dorme profundamente em meus braços, o cabelo espalhado pelo travesseiro, a respiração suave e ritmada. Seus dedos pequenos estão entrelaçados nos meus, um toque leve que, paradoxalmente, pesa uma tonelada em meu peito. Observo a curva delicada do seu ombro, a pele macia que agora conheço tão bem, e um turbilhão de memórias me invade, um contraste brutal entre o que é agora e o que foi um dia.
O silênci