Júlia Cavalcante
O aroma de flores frescas e antisséptico do quarto da maternidade estava começando a me sufocar. Era o dia da alta. Eu deveria estar radiante, e em parte, meu coração transbordava toda vez que eu olhava para os berços de acrílico onde Matteo e Luíza dormiam, alheios ao caos que o sobrenome deles estava causando no mundo. Mas, no fundo, eu me sentia anestesiada. Era como se eu estivesse observando a minha própria vida através de um vidro embaçado.
Eu estava sentada na beira d