Leonel Bianchi
O consultório era um espaço asséptico, quase clínico demais, uma frieza que contrastava brutalmente com o incêndio emocional que ardia sob o meu peito. Eu estava sentado, mas era como se estivesse em uma sala de reuniões onde o destino de um império inteiro estava em jogo — só que, desta vez, o império não eram as ações da Bianchi, mas o próprio tecido da minha existência.
Ao meu lado, Silvia mantinha uma serenidade que eu invejava. Ela estava sentada, com as mãos repousadas sob