Leonel Bianchi
O sol de sábado banhava a nossa nova casa no campo com uma luz dourada, quase abençoada, que parecia refletir a paz que finalmente havíamos conquistado. Eu estava na varanda, observando a mesa posta para o almoço, sentindo uma estranheza deliciosa. Não havia a tensão das grandes reuniões dos Bianchi, aquele ar rarefeito e carregado de segredos que costumava preencher os salões da mansão da cidade. Aqui, o ar cheirava a grama cortada, a eucalipto e, de alguma forma, à promessa de