Sabrina Vilar
O batimento cardíaco da L’Éclat sempre foi o meu compasso. O grave do "techno" que vibra no assoalho de resina, o brilho frenético dos strobos cortando a névoa perfumada, o tilintar de gelo contra o cristal... Tudo isso costumava me dar energia. Era o meu reino, o lugar onde eu era a mestre de cerimônias da noite paulistana. Mas hoje, pela primeira vez em anos, o som parecia uma marreta batendo diretamente na base do meu crânio.
Eu estava encostada no balcão de mármore negro do b