Sabrina Vilar
O som dos grilos no meio do mato era o único relógio que tínhamos agora. Não havia prazos processuais, não havia o barulho incessante do trânsito da Avenida Paulista, não havia o tilintar de taças de champanhe em eventos onde cada sorriso era uma transação comercial. Estávamos na casa de campo de Augusto, um refúgio de madeira, vidro e brisa que vinha do mato em nosso volta. A cabana era escondida entre árvores e montanhas que parecia ter sido desenhada por um deus que valorizav