Júlia Cavalcante
As sextas-feiras ganharam um novo ritual, um que eu odiava amar. Augusto chegava com o mesmo envelope de algodão cru, sem dizer muito. Ele sabia que eu não queria conversas sobre o Lian, então ele apenas deixava o papel sobre a mesa e saía.
Eu esperava a porta fechar. Esperava o silêncio do apartamento se assentar. Então, eu abria.
Eram cartas para eles. Para os gêmeos. Lian não me pedia nada. Ele não implorava por perdão nas linhas, nem tentava justificar o injustificáv