Júlia Cavalcante
Era um dia chuvoso, eu mal conseguia ver a cidade da minha janela conforme a chuva cobria a minha visão. O barulho das gotas batendo no vidro não me deixavam pensar demais.
O som do toque do celular cortou o silêncio do meu quarto como uma lâmina enferrujada. Eu estava deitada, seguindo o protocolo rigoroso de repouso, com um livro que eu já não lia há trinta minutos apoiado na barriga. Quando olhei para a tela, o visor não mostrava o nome de Augusto, nem o número desconhecid