Sabrina Queiroz
O sol de meio-dia refletia no capô polido do Mercedes preto de Augusto, quase me cegando, mas a fúria que queimava no meu peito era mais forte que qualquer clarão. Eu deixei Júlia trêmula, sentada naquela cadeira de plástico da recepção, e disparei pelo corredor como se minha vida dependesse disso. Ou melhor, como se as três vidas lá dentro dependessem.
Eu o alcancei exatamente quando ele destravava a porta do motorista.
— Nem pense nisso, idiota! — gritei, avançando e batendo a