Sabrina Duran
O brilho da tela do meu celular era a única luz suave no meio da penumbra do meu escritório na L’Éclat. Lá fora, o som abafado do soundcheck fazia as paredes vibrarem levemente, um lembrete constante de que a noite paulistana não perdoa quem descansa. Mas, naquele momento, eu não era a Dona da Noite. Eu era apenas a "tia" Sabrina, hipnotizada por dois pares de olhos curiosos que me encaravam através da câmera.
— Olha só quem resolveu acordar bem na hora da ligação, Sah! — A voz d