Augusto Vilar
O silêncio que se seguiu ao toque final do meu celular não era o silêncio gélido de um tribunal após uma sentença, nem o silêncio tenso de uma negociação de alto risco. Era o som da liberdade. A mensagem na tela era curta, técnica, enviada por um dos meus contatos na Polícia Federal: “Alvo capturado na fronteira. Ricardo Bianchi sob custódia definitiva. Sem chance de fiança.”
Respirei fundo, sentindo o ar entrar nos meus pulmões sem o peso da vigilância constante que eu vinha car