Capítulo 31

Júlia Cavalcante

O silêncio dentro do carro blindado era tão espesso que eu sentia dificuldade em puxar o ar. O asfalto de Porto Alegre passava rápido sob as rodas, mas meu mundo parecia estar girando em câmera lenta. Eu olhei para as minhas mãos, ainda presas entre as de Lian, e depois para o perfil dele. Aquela mandíbula rígida, o olhar fixo na estrada, a aura de um homem que não aceitava nada menos que o controle total.

Eu não podia mais continuar naquele limbo. A segurança que ele me ofer
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