Hannah Santana
O tempo no restaurante italiano parecia ter adquirido uma elasticidade estranha. As três horas que passei sentada àquela mesa com Rodrigo foram uma sucessão de tentativas deliberadas de ignorar o peso do meu celular na bolsa e o eco da voz de Levi na minha cabeça.
Rodrigo estava animado. Ele falava com uma paixão contagiante sobre seus projetos de arquitetura sustentável, sobre como queria transformar espaços urbanos em pulmões verdes. Ele era articulado, inteligente e, acima de