Letícia Bianchi
A luz da manhã em Paris invadiu o quarto com uma suavidade quase cúmplice, desenhando sombras longas sobre os lençóis. Abri os olhos lentamente, ainda com o peso da adrenalina do dia anterior dissipando-se, mas o que encontrei ao meu lado foi o que verdadeiramente estabilizou o meu coração.
Julian estava lá. Ele não tinha ido embora.
Ele estava deitado sobre o edredom, ainda vestido com as roupas do dia anterior, os traços fortes do rosto suavizados pelo sono profundo. O peito