MIA
As mãos de Vittorio me mantinham de pé — firmes, seguras — como se ele soubesse que, sem elas, eu desabaria. Ele não segurava só meu corpo, mas também a avalanche de sentimentos que ameaçava me engolir quando meus olhos encontraram os dele… os olhos do meu pai.
Eram sentimentos que vinham em cores.
Vermelho. A raiva ainda viva e pulsante por tudo que ele me fez passar. Por ter me deixado com a máfia como se eu fosse uma peça de negociação.
Azul. A tristeza densa de perceber que tantas das l