MIA
O espaço entre nós parecia eletrificado, como se cada respiração minha alimentasse a tensão que pairava no ar. Vittorio me olhava como se estivesse prestes a atravessar uma linha invisível, algo que ele evitava a todo custo, mas que, agora, parecia impossível de ignorar.
Meu coração batia tão alto que abafava o som da chuva que martelava o telhado. A luz suave da lâmpada iluminava os traços dele — a sombra da mandíbula trincada, a intensidade dos olhos que não desviavam dos meus.
Eu sabia o