— Tá tudo bem, Ive. A gente tá quite no sangue agora. Tu me deu o troco do que eu te fiz há cinco anos.
Ela me encarou, o peito subindo e descendo, a mão ainda suja.
— E tu acha que um tiro apaga tudo, Diego? Acha que é assim que funciona no teu mundo?
— Não apaga. Mas é um começo.
Ela soltou uma risada seca, debochada.
— Tu não pediu perdão, Diego. Tu só disse que a gente tá "quite". Tu não sabe o que é pedir desculpa.
Eu engoli o seco, a dor no ombro latejando, mas a vontade de ter ela perto