Ive
O som dos talheres batendo nos pratos de porcelana era o único ruído na sala de jantar. O silêncio na nossa casa nunca era pacífico; era um silêncio de vigilância, como se o ar estivesse esperando a próxima explosão. Minha mãe mal tocava na comida, os olhos fixos no prato, os ombros tensos. Eu conseguia sentir o peso da correntinha de ouro do Diego escondida sob a gola da minha blusa, como se ela fosse um segredo que queimava minha pele.
Meu pai, Douglas, limpou o canto da boca com o guarda