Enrolada na cama, os lençóis amassados e retorcidos ao meu redor, tentei conter o soluço que rasgava meu peito em silêncio. O telefone estava ao meu lado, desbloqueado, a tela ainda acesa como um lembrete cruel da minha tolice.
Fui tão ingênua. Como uma jovem iludida, confiei cegamente em meu pai. Acreditei que ele se importava comigo, que me protegeria dos males de sua vida sombria, que não me abandonaria como fez com minha mãe. No entanto, ao questioná-lo, recebi apenas palavras frias e evasi