Elize estava diante da tela do computador há mais de dez minutos, mas nada fazia sentido.
As palavras flutuavam, se misturavam, até que tudo virou um grande borrão.
Ela suspirou fundo e encostou na cadeira, apertando as têmporas com os dedos.
— Tá difícil aí?
A voz de Arthur surgiu suave, bem na porta.
Ela virou apenas o rosto e tentou esboçar um sorriso, sem sucesso.
— Não sei se é o relatório que tá em outra língua ou se é meu cérebro que não voltou da borracharia.
Arthur ergueu as sob