O relógio marcava oito em ponto quando a campainha tocou. O som ecoou pelo apartamento como um lembrete de que eu tinha tomado uma decisão e não havia mais volta. Respirei fundo, ajustei o vestido simples que escolhera e passei um último olhar no espelho do corredor. O reflexo não mentia: eu estava nervosa. Mas não era por Daniel, não exatamente. Era pela tentativa desesperada de me convencer de que ainda tinha algum controle sobre minha própria vida.
O que me deixava inquieta era o fato de que