O banquete amargo
O aroma de cera polida e o perfume forte da minha madrasta, Jussara, sempre me atingiam na porta. Não era o cheiro de casa. Era o cheiro de dinheiro novo. De riqueza que veio rápido, um brilho impessoal que engoliu a modéstia aconchegante que eu lembrava.
Entrei na sala de estar, a conversa deles parou bruscamente, como uma música que engasga. Meu pai, Igor, estava sentado na sua poltrona de couro importado, e Jussara, elegantemente reclinada no sofá, com um copo de cris