A Elegância da Despedida
Lila Duarte
Eu não podia adiar. A conversa com Cat havia me dado a clareza brutal de que eu estava sendo injusta com Noah. Ele era a minha fuga, o meu curativo, a minha tentativa desesperada de provar a mim mesma que eu podia seguir em frente sem o caos de Aaron. Eu precisava encerrar isso com dignidade.
Liguei para Noah e pedi para encontrá-lo em sua galeria, após o horário de fechamento. Eu precisava de um ambiente que fosse dele, um lugar onde ele se sentisse seguro e eu me sentisse... culpada.
Cheguei à galeria. O cheiro de tinta a óleo e metal preenchia o espaço. Era um ambiente vibrante, cheio de vida e cor, o oposto exato da frieza de mármore e vidro do meu mundo.
Noah estava lá, vestindo uma camisa de linho desabotoada e calças de sarja, com uma taça de vinho na mão. Ele sorriu quando me viu, mas havia uma tristeza subjacente em seus olhos que me quebrou.
— Lila. Que surpresa. Pensei que estivesse em regime de confinamento com a Rainha dos Evans