Os dias passavam lentos demais.
Não porque faltasse movimento — mas porque cada decisão parecia pesada.
Thomas vivia um dilema silencioso.
Contar tudo a Sofia e ajudá-la a se proteger…
ou calar, poupá-la — e repetir o mesmo erro que os separou no passado.
Proteger demais também machucava.
Ele sabia disso agora.
Mas o medo insistia.
Na delegacia, Thomas fazia o que sempre fez quando estava perdido: trabalhava.
Relatórios. Câmeras. Cruzamentos.
Mas a mente voltava sempre ao mesmo ponto.
E se o silêncio custasse caro demais?
Do outro lado da cidade, Sofia também vivia dias intensos.
Trabalhava focada, quase obsessiva.
Ela e Alana viravam noites no escritório.
Café.
Energético.
Pilhas de relatórios.
Imagens de câmeras que rodavam em looping na tela.
Alana era nova.
Quase formada.
Agarrava aquela oportunidade como quem sabia que não podia desperdiçar nada.
E Sofia via isso.
Via nela algo que reconhecia.
Era quase três da tarde de um sábado qua