A música pulsava alta.
Luzes coloridas cortavam o ar, refletindo nos corpos em movimento.
As meninas dançavam juntas, rindo alto, livres como não se sentiam há muito tempo. Sofia estava ali no meio, copo na mão, cabelo solto, o corpo leve demais para alguém que vinha carregando o peso do mundo nos ombros.
Ela não estava fora de si.
Mas estava… altinha.
O suficiente para a cabeça relaxar.
O suficiente para o coração falar mais alto.
A semana tinha sido longa demais. A pressão, constante demais. E quando o álcool encontrou o cansaço acumulado, o efeito veio rápido.
— Meninas… — Sofia disse, rindo sozinha. — Vou ao banheiro. Tô apertada.
— Vai lá, doutora poderosa! — Nathália gritou por cima da música.
Sofia saiu da sala privada com passos calculados demais para alguém que não queria errar o salto. Concentrou-se no chão, respirou fundo e entrou na fila do banheiro.
Foi aí que pegou o celular.
Abriu a conversa com Thomas.
A última mensagem dele estava ali, simples