Sofia saiu do restaurante com a mente ainda presa à conversa.
Não era o jantar.
Era a ameaça velada.
O aviso elegante demais para ser ignorado.
Entrou no carro, ajustou o retrovisor e respirou fundo antes de ligar o motor.
A noite estava estranhamente silenciosa.
Silenciosa demais.
Ela arrancou, seguindo pela via principal. O trânsito era leve. Alguns semáforos abertos. A cidade seguia indiferente, como se nada estivesse prestes a acontecer.
Foi quando ouviu o primeiro estouro.
PÁ!
O vidro traseiro trincou.
Sofia sentiu o coração disparar antes mesmo de entender.
— Merda… — murmurou, já acelerando.
No retrovisor, viu duas motos surgirem.
Quatro homens. Capacetes escuros. Movimentos coordenados demais para serem aleatórios.
PÁ! PÁ!
Os tiros vieram de novo.
— Filho da puta… — Sofia puxou o volante, desviando entre dois carros.
Sofia levou a mão ao painel, o coração disparado, mas a mente afiada.
— Ligar para Thomas Alves. — ordenou, usando o coma