Sofia saiu do restaurante com a mente ainda presa à conversa.
Não era o jantar.
Era a ameaça velada.
O aviso elegante demais para ser ignorado.
Entrou no carro, ajustou o retrovisor e respirou fundo antes de ligar o motor.
A noite estava estranhamente silenciosa.
Silenciosa demais.
Ela arrancou, seguindo pela via principal. O trânsito era leve. Alguns semáforos abertos. A cidade seguia indiferente, como se nada estivesse prestes a acontecer.
Foi quando ouviu o primeiro estouro