O telefone tocou cedo demais.
Sofia ainda estava entre o sono leve e a vigília quando estendeu a mão, tateando a mesa de cabeceira.
— Alô… — a voz saiu rouca.
— Bom dia, doutora Sofia. — a voz de Alana veio controlada, profissional demais para aquele horário.
Sofia sentou-se na cama no mesmo instante.
— O que aconteceu?
Houve um breve silêncio do outro lado da linha.
— Está começando a circular uma matéria. Nada conclusivo, mas… seu nome já começou a ser citado de forma indireta.
O coração de Sofia bateu mais forte.
— Que matéria? Onde?
— No site da Karol Trancoso.
Sofia fechou os olhos por um segundo.
Karol Trancoso não era jornalista investigativa.
Era algo pior.
Uma colunista especializada em plantar dúvidas.
— Me manda o link. — pediu, já estendendo a mão para o tablet.
— Já enviei. — Alana respondeu. — Não há acusações diretas. Ainda. Mas o tom é perigoso.
— Entendi. — Sofia respirou fundo. — Obrigada, Alana. Me avise se surgir algo novo.
A li