Em um movimento lento e calculado, ela puxou a cadeira.
O som arrastando pelo chão ecoou no silêncio carregado da boate, chamando ainda mais atenção. Sem pressa, subiu novamente ao palco, posicionando a cadeira no centro, como se aquilo fizesse parte de um ritual já ensaiado.
E talvez fizesse.
A luz vermelha pulsava ao redor, refletindo na máscara, destacando cada contorno do corpo dela enquanto a música crescia.
— I see red, red, oh red…
— Gun to your head, head, to your head… oh…
A voz