A música já preenchia o ambiente quando Heitor entrou na boate.
Grave, alta, vibrando no peito, misturada ao som de vozes, risadas e copos sendo servidos. O lugar estava cheio — mais do que ele esperava. Gente por todos os lados, mesas ocupadas, olhares atentos para o palco ainda vazio, como se todos aguardassem alguma coisa.
Ele caminhou sem pressa até o balcão e se sentou.
— Whisky. Duplo — pediu, direto.
O bartender assentiu, já preparando o copo.
Heitor apoiou os cotovelos no balcão,