Silêncio e Promessas
O relógio já passava das oito da noite.
O ar da Sala Sigma estava pesado — uma mistura de cansaço, tensão e o zumbido constante das máquinas.
Augusto olhou para o sofá.
Eloise continuava dormindo, o corpo encolhido sob o paletó dele.
Os traços do rosto estavam serenos, mas o leve tremor nos dedos denunciava o quanto aquele dia a tinha esgotado.
Ele se aproximou devagar, ajeitou uma mecha do cabelo dela e suspirou.
— Eu vou levá-la pra casa. — disse, firme. — E