Capítulo 17 — A noite entre o silêncio e a fúria
O carro deslizava pela avenida principal, com as luzes da cidade refletindo nas janelas como constelações líquidas. Lá dentro, o silêncio era pesado. Nenhuma palavra foi dita desde que a porta se fechou com um baque abafado.
Eloise mantinha o rosto virado para a janela, mas as lágrimas continuavam caindo em silêncio. O que mais doía não era o que Lorenzo dissera — era o fato de ter doído. Como se, de alguma forma, parte daquelas palavras ainda en