Supresas no Tabuleiro
Acordou sobressaltada. O coração disparado, a respiração presa na garganta. Por um segundo, Eloise acreditou que tudo não passava de um pesadelo: o corredor lotado, os olhares acusadores, a voz fria de Augusto.
Mas, quando os olhos se acostumaram à escuridão do quarto, a realidade caiu como pedra. O pesadelo não era sonho. Tinha acontecido.
Pegou o celular com a mão trêmula. A luz da tela rompeu a escuridão do quarto, revelando as horas: passava das seis da tarde. A noite