Jogada do Adversário.
O silêncio pesava no corredor. Emma respirou fundo, tentando encontrar as palavras certas.
— Eu posso explicar. — disse, firme, mas o tom suave. — Não quero esconder nada de você. Só… não é agora. Depois conversamos com calma.
Ricardo a olhou demoradamente, como se tentasse puxar da memória um detalhe esquecido. O olhar firme, que normalmente intimidava qualquer um, se suavizou numa ponta de curiosidade.
— Você tem um rosto familiar. — disse, a voz grave ressoando como um