Lais saiu da clínica sem lembrar exatamente como.
Os passos automáticos.
A bolsa escorregando levemente pelo ombro.
O mundo ao redor seguia normal — pessoas andando, carros passando, conversas acontecendo — mas, para ela… tudo parecia distante.
Abafado.
Como se estivesse dentro de uma bolha.
Grávida.
A palavra ecoava.
Repetia.
Insistia.
E, ainda assim… não encaixava.
— Não… — murmurou, quase sem voz, balançando levemente a cabeça.
Como se negar fosse suficiente.
Como se isso pudesse mudar algum