O relógio na parede marcava pouco mais de 18h. O escritório estava mergulhado em um silêncio raro, quebrado apenas pelo som frenético das teclas sob os dedos de Laís. Ela revisava os últimos relatórios; a ansiedade para sua primeira viagem oficial como executiva corria por suas veias.
Foi quando o som da porta se abrindo interrompeu seus pensamentos. Heitor entrou com aquela postura de dono do mundo, a gravata já levemente frouxa.
— Trabalhando até tarde? — perguntou ele, o tom de voz car