O sol da manhã atravessava as frestas da cortina, e eu não queria abrir os olhos. A cabeça latejava — não só pelo vinho, mas pelo turbilhão que ainda girava dentro de mim. Rolei na cama, puxando o travesseiro contra o rosto, como se pudesse apagar a lembrança da noite passada. O gosto do beijo dele ainda estava ali.
A culpa veio como uma onda gelada.
“Você é uma idiota, Mila.”
Me repreendi, a voz interna mais alta que qualquer barulho da rua. Pulei da cama, como se pudesse fugir dos próprios