Os dias seguintes passaram num ritmo estranho. Não exatamente lento, mas também longe da pressa de antes.
Pelo menos uma semana havia se passado desde aquela noite no mirante, e aos poucos, tudo parecia tentar voltar pro eixo.
A rotina no castelo tinha ganhado um tipo de harmonia silenciosa, quase coreografada.
Pedro e Lorenzo viviam imersos em reuniões, ligações e relatórios. O som das vozes graves deles ecoava pelos corredores em horários aleatórios, e às vezes eu os via cruzando o saguão com pastas nas mãos, o olhar concentrado e a cabeça já em outro problema pra resolver.
Mesmo à distância, Lorenzo fazia jus ao título de CEO.
Era impressionante como ele conseguia equilibrar tudo: os negócios, os membros do conselho, e ainda encontrar tempo pra mim. Às vezes aparecia com uma xícara de café e um sorriso discreto, como se aquele simples gesto fosse a pausa necessária para manter o mundo girando.
Betta também tinha a sua própria rotina, feita de compromissos elegantes e silenciosos.
E