A noite caía devagar, tingindo o céu de um azul profundo, quase violeta, enquanto deixávamos a mansão para trás. O caminho estreito se abria à nossa frente como um convite silencioso, iluminado apenas pelos círculos de luz das lanternas presas às mochilas. O chão úmido estalava sob nossos passos, e o ar frio desenhava arrepios na minha pele.
Respirei fundo.
Não pensei em mais nada.
Nem passado, nem futuro — só o som da floresta, o cheiro de terra molhada e a presença firme de Lorenzo caminhan