O carro deslizou pelas ruas até parar diante de um prédio que parecia desafiar o céu. O vidro espelhado refletia as luzes da cidade e, só de olhar para cima, meu estômago revirou. Era como se o topo fosse inalcançável, Lorenzo caminhava em direção à entrada como se estivesse voltando para casa depois de um simples dia de trabalho.
O porteiro o cumprimentou com respeito e um “boa tarde, senhor”, enquanto eu, ao lado dele, me sentia como uma intrusa em território proibido.
O elevador privativo nos esperava e, quando as portas se fecharam, uma ansiedade quase sufocante tomou conta de mim.
O elevador parou e as portas se abriram para um espaço imenso, de pé-direito duplo, onde as paredes de vidro revelavam a cidade inteira.
O silêncio ali dentro contrastava com o movimento frenético lá embaixo.
A cobertura exalava sofisticação silenciosa, aquele tipo de elegância que não precisa provar nada.
O chão era de mármore claro, frio sob os pés, e os quadros nas paredes traziam traços sutis, quas