Mundo ficciónIniciar sesiónAcordei com a boca seca, a cabeça latejando e a estranha sensação de que tudo estava girando. O quarto estava em silêncio. Meus olhos demoraram a se acostumar à claridade que entrava pela fresta da cortina e, por um instante, não consegui lembrar de nada.
O pânico veio primeiro. Onde eu estava? Como tinha vindo parar ali?Um som metálico vindo da cozinha me fez congelar. Meu coração disparou e a lembrança da mensagem — “Saudades de casa, docinho?” — atravessou minha mente como uma lâmina.Levantei devagar, as pernas trêmulas, e fui até a porta. A cada passo, minha respiração ficava mais curta, como se o ar tivesse se tornado pesado demais para ser respirado.Quando alcancei o corredor, prendi o fôlego e olhei.Foi só então que os flashes começaram a voltar: o gosto amargo do vinho, as mãos trêmulas tentando segurar a taça, a ligação para o Lorenzo com a voz arrastada, embriagada… E depois, o toque firme dele me guiando até o quarto, tirando apenas meus sapatos, a






