Chegamos ao nosso destino quando o relógio mal tinha passado das duas da tarde. O público só entraria às cinco, mas… era a inauguração da nova unidade da Castellani, e isso transformava tudo numa coreografia milimetricamente planejada.
Montadores ainda finalizavam a estrutura da exposição interativa; a equipe de comunicação ajustava telões, e o pessoal de bebidas conferia caixas e caixas destinadas ao cocktail que aconteceria mais tarde. Era o tipo de caos organizado que costumava me animar. Mas, naquele dia, eu estava estranhamente alheia a tudo.
Lorenzo caminhava alguns passos adiante, falando com diretores, coordenadores e fornecedores. O blazer impecável, o olhar técnico, a postura de quem precisava garantir que tudo estivesse à altura do nome Castellani. Como CEO, nem precisava ver de perto — mas ele fazia questão de acompanhar.
Não havia frieza entre nós.
Mas havia… distância.
Aquela suave, educada, irritante distância que nasce quando duas pessoas discutem, mas decidem co