A batida seca ainda vibrava pelo metal da porta quando Adam soltou a cintura dela.
Não por vontade.
Por necessidade.
Camille ainda estava arfando, o coração subindo até a garganta. Ele recuou um passo — o suficiente para não tocá-la, mas não o bastante para recuperar o próprio controle. O terno dele estava desalinhado. O batom dela marcava a lateral da boca dele. O vestido dela… perigosamente fora do lugar.
— Camille? — chamou alguém do lado de fora. Voz masculina. Impaciente.
Lucas.
O sangue dela gelou.
Adam encostou a testa na dela por meio segundo, um gesto que não deveria ter acontecido, mas aconteceu mesmo assim.
— Respira — ele murmurou, baixo.
Ela tentou. Falhou.
Ele ajeitou o vestido dela com mãos ainda trêmulas, a respiração tensa, a mandíbula travada como se estivesse segurando o mundo com os dentes. Camille recuou para a parede, finalmente separando os corpos.
— Não diga nada — ela sussurrou, como um pedido e uma súplica.
— Não vou — ele respondeu, mas os olhos diziam o con