O corredor parecia estreitar ao redor deles. Camille manteve a coluna ereta, as mãos firmes no tecido do vestido, como se isso fosse suficiente para impedir o corpo de tremer. Mas Adam… Adam não lhe dava espaço para respirar. Não física, mas emocionalmente.
Ele deu um passo.
Depois outro.
Cada aproximação era um lembrete cruel de tudo que ela tentou matar dentro de si.
— Adam… — ela tentou, voz baixa, frágil. — Não é o momento.
Ele inclinou levemente a cabeça, como quem estuda uma expressão, não as palavras.
— Você diz isso — murmurou — enquanto olha pra mim como se estivesse esperando que eu te tirasse daqui.
O ar sumiu dos pulmões dela.
— Eu não quero… criar confusão.
Adam soltou uma risada curta, absolutamente sem humor.
— Camille… — ele disse, aproximando-se até que a luz dourada do corredor tocasse o rosto dela — …a confusão já foi criada quando você colocou esse vestido e caminhou até outro homem.
Ela fechou os olhos por um instante, como se isso a protegesse.
Não protegia.
Quan