Lucas levou alguns segundos para conseguir falar. O silêncio era tão pesado que parecia empurrar o ar para fora dos pulmões.
— Camille… a voz dele saiu rouca, incrédula, vulnerável, você entende o que está me pedindo?
Camille ergueu o olhar, e a firmeza desesperada nele fez o estômago de Lucas afundar. Ela entendia. Entendia perfeitamente. E era isso que o apavorava. Mas antes que ela pudesse responder, Melissa se colocou entre os dois, como se estivesse protegendo uma chama que ainda tentava sobreviver dentro de Camille.
— Não. Disse ela, a voz firme, trêmula de raiva e medo. Não, ela não entende. E mesmo que entendesse… não vai tomar nenhuma decisão agora.
Camille piscou, surpresa com o tom da amiga. Melissa não estava pedindo. Estava ordenando.
— Mel… Camille tentou.
— Não. Melissa repetiu, erguendo a mão. Você acabou de sair de um cativeiro, está traumatizada, exausta, e um psicopata colocou uma bomba emocional na sua cabeça. Você não vai decidir nada. Nada. Ela inspirou fundo, te