O silêncio depois da conversa com Delmont parecia ter peso. Peso de sentença.
Camille ainda sentia o perfume caro dele no ar quando Nathan surgiu outra vez, como se estivesse ali o tempo todo.
— Vamos, doutora. Ele disse, batendo levemente na porta metálica com as costas da mão. Hora de voltar pro seu quartinho.
Ela não respondeu.
Só o encarou, com o rosto ainda úmido, mas os olhos secos. Tão secos que queimavam.
Nathan sorriu, satisfeito com o estado entre exaustão e raiva.
— Gosto desse olhar. Quer dizer que você ainda não quebrou. Isso deixa o jogo mais… interessante.
Ele a conduziu pelo corredor, uma mão pairando perto do braço dela, sem encostar, mas deixando claro que, se ela vacilasse, ele seguraria.
Camille seguiu em silêncio. Um passo depois do outro.
Uma parte dela queria tremer. A outra estava fria. Delmont acabara de lhe entregar a arma mais cruel: para salvar Adam, ela teria que destruí-lo por dentro.
Quando pensou nisso, o peito doeu de um jeito que nem a pancada do sequ