O silêncio depois da conversa com Delmont parecia ter peso. Peso de sentença.
Camille ainda sentia o perfume caro dele no ar quando Nathan surgiu outra vez, como se estivesse ali o tempo todo.
— Vamos, doutora. Ele disse, batendo levemente na porta metálica com as costas da mão. Hora de voltar pro seu quartinho.
Ela não respondeu.
Só o encarou, com o rosto ainda úmido, mas os olhos secos. Tão secos que queimavam.
Nathan sorriu, satisfeito com o estado entre exaustão e raiva.
— Gosto desse olhar