A sala parecia pequena demais para a quantidade de verdades penduradas no ar. Dante manteve o dossiê fechado por alguns segundos, como se estivesse escolhendo a melhor forma de desmontar uma bomba em cima da mesa lenta, precisa, cirúrgica.
Então falou:
— Não é só o Delmont. Se fosse, seria simples demais.
Camille sentiu o estômago afundar. Melissa cruzou os braços, postura defensiva. Isabella permaneceu imóvel, mas a rigidez no maxilar denunciava cada centímetro de tensão.
Adam não piscou.
— Diga o que tem que dizer. Respondeu.
Dante abriu a pasta novamente e puxou um arquivo fino, com meia dúzia de páginas e uma marcação discreta em vermelho no canto superior.
— O vazamento começou onde não deveria. Explicou, colocando o papel entre Adam e Camille, mas olhando para Adam. E o que me chamou atenção foi a natureza técnica. Não foi alguém quebrando o sistema. Foi alguém sabendo exatamente onde tocar para desestabilizar a auditoria.
Adam manteve os olhos fixos no documento. Camille, mesmo