O elevador abriu com um bip discreto, e Melissa entrou no loft como se fosse rotina, bolsa pendurada no ombro, a sacola de roupas na outra mão.
— Trouxe suas coisas. Ela anunciou, sem cerimônia.
Camille apareceu da cozinha, aliviada.
— Obrigada, Mel. Você salvou minha vida hoje.
— Nada novo. Melissa respondeu, colocando a sacola sobre a bancada.
— Quer café? Camille ofereceu, já pegando uma xícara extra.
— Quero. Melissa suspirou. A noite foi longa.
Adam surgiu da porta do quarto naquele exato momento, ainda secando o cabelo com uma toalha jogada no ombro, vestindo uma calça social azul-escuro, o tecido caindo perfeitamente sobre o quadril, e a camisa branca aberta, cada botão solto revelando sem esforço o abdômen definido, os músculos desenhados sob a luz suave do loft. A gola aberta deixava à mostra o peito firme, o “V” sutil desaparecendo sob a calça, e o contraste entre a formalidade da roupa e o jeito despreocupado com que ele a vestia criava uma presença quase impossível