A manhã chegou arrastada, mas ninguém no loft parecia desperto de verdade. Era como se a noite tivesse virado fantasma e ficado ali, pairando sobre cada um deles. Adam estava encostado na bancada, tenso, o maxilar marcado. Camille segurava uma caneca de café como se fosse um escudo. Melissa observava tudo com um senso de proteção crescente. Marcus, apesar das olheiras, era o único que parecia disposto a lidar com o mundo. O interfone tocou. Todos levantaram o olhar ao mesmo tempo. A voz do segu