A porta bateu, o som ecoando pelo loft como um tiro abafado. Por um momento, ninguém respirou. Camille continuava parada, exatamente onde estava, imóvel, pequena, vulnerável, o peito subindo e descendo de maneira irregular. O gosto do beijo ainda estava na boca…, mas agora misturado com medo. Culpa. Raiva de si mesma. Adam permaneceu encarando a porta fechada, as mãos fechadas em punhos ao lado do corpo. Ele levantou a cabeça devagar, como quem voltava de um mergulho fundo demais.
— Camille… vo